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Yóga
A Revolução Silenciosa
A correta pronúncia e significado – Yóga, palavra sânscrita que
deriva da raiz YUJ, que significa “atrelar, unir, juntar”, e tendo, ainda,
as conotações de “união, conjunção, fusão, junção, soma”. Em sânscrito
pronuncia-se “Y-ó-ga”, com entonação de acento agudo no “Ó”. A língua
sânscrita não possui acentuação, já no português ela é às vezes utilizada
para que a pronuncia se conduza corretamente. Interpretando o termo, Yóga
é a união do ser individual ao Princípio Supremo, a partir da dominação do
seu eu mundano, e da harmonização dos diferentes níveis de sua
personalidade – comparados a cavalos fogosos que serão atrelados à mesma
carroça.
A Yóga não
se dirige aos “perfeitos” (siddha), mas aos seres que ainda não realizaram
a sua razão de ser nesta vida, sendo, portanto, como método o que mais nos
interessa conhecer. A Yóga ocupa-se do ser mutável, diverso,
contraditório, incoerente, disperso, e lhe propõe um ajustamento
progressivo, culminando num perfeito domínio de seu “veículo” psicofísico.
Sobre a
época em que vivemos - De acordo com o pensamento ocidental contemporâneo
vivemos uma época de grande progresso para a humanidade, onde a ciência e
sua filha dileta, a tecnologia, alcançaram
notáveis marcos de evolução material. Neste sentido avançamos, orgulhosos
e soberbos de toda a gama de conhecimentos práticos e científicos
acumulados, por perigosos
caminhos, nos quais o lado espiritual e filosófico, se não estão
esquecidos, foram relegados a planos secundários.
O Touro da Justiça - Para o pensamento tradicional indiano, a época
atual, longe de apresentar um período de progresso da humanidade,
encontra-se mergulhada numa fase de degenerescência, na qual o “touro da
justiça”, tendo sido privado sucessivamente, em cada uma das idades
precedentes, de uma de suas patas, tem agora que apoiar-se em equilíbrio
bastante instável sobre a única perna que lhe resta , a da Verdade (Satya),
sobre a qual tenta penosamente manter-se, exposto aos ataques do demônio
Kali, que quer derrubá-lo. Das patas suprimidas a primeira foi a do
“Esforço sobre si mesmo” (Tapas), depois a da Pureza ( Çauca), e em
seguida a da Compaixão (Dâyâ).
Yóga e sua história – A história da yóga , admitem os estudiosos, se
perde nos milênios. Sabe-se, porém, que essa filosofia é a soma da
evolução de várias épocas. Seu mais antigo testemunho: o Rigveda o mais
antigo marco literário dos indo-europeus, livro-documento que atravessou
os séculos com “os segredos da iluminação”. O sacrifício e o esforço
individual preconizados nos ensinamentos da yóga têm sublime finalidade: a
liberação de Agni, o fogo da vida.
“Liberta as veias do curso do sangue.
Entreabra os olhos e deixa entrar a luz
Depois
toma posse de teu próprio ser:
Procura a tua essência dentro de ti mesmo.”
O Objetivo Supremo - Muitos discípulos lutam por
conhecer, primeiro, o que é 
Superior. E aqui surge a pergunta: “Qual é o conhecimento superior?”
Sócrates, ao fazer esta pergunta ao oráculo de Delfos, recebeu como
resposta: “Conhece-te a ti mesmo”.
“Se puderes conhecer
a verdadeira natureza de teu Eu, conhecerás a realidade do
universo, conhecerás a Deus e a toda a sua Criação.” O conhecimento do Eu
ou Atman é o mais elevado de todos. É o ideal da ciência da Yóga, e deve
ser a aspiração de nossa vida.
Vários Caminhos - Vários são os caminhos propostos pela yóga
para alcançar-se o Objetivo Supremo, como a das Yógas
não-sistemáticas freqüentemente misturadas a conceitos populares, e as das
esferas dos ensinamentos Budistas e Jainistas e, com lugar proeminente na
espiritualidade indiana, os Sete sistemas ortodoxos do Hinduísmo, que
podem servir a diferentes pessoas:
1.
O mais disposto fisicamente se sentirá atraído para
a HATHA-YÓGA, que utiliza o domínio externo e interno do corpo como
ponto de partida e como meio para chegar a sua integração;
2.
O de talento meditativo tirará muitos benefícios do RAJA-YÓGA, que utiliza o domínio interno dos mecanismos da atividade
mental.
3.
O que se preocupa com a ética procurará o
KARMA-YÓGA, que emprega a atividade externa, a vida ativa, com
renúncia progressiva ao objeto da ação;
4.
O tipo emocional deve provavelmente sentir-se
atraído pelo BHAKTI-YÓGA, que é a prática do amor e devoção a Deus, a serviço do
próximo;
5.
O ser voltado para o domínio das energias sutis, com
certeza será encaminhado para a prática do
TANTRA-YÓGA, que emprega o exercício das energias psíquicas e
fisiológicas.
6.
Aquele que se identifica com os sons internos e
externos tenderá para o MANTRA-YÓGA,
que usa o domínio do som, e a aplicação do ritmo a determinadas
combinações de sons;
7.
O de espírito intelectual e filosófico
identificar-se-á com o JNANA-YÓGA,
que emprega o discernimento e conhecimento abstrato;

Nossa proposta
Limpar as vidraças do corpo para que a luz penetre. Lavar a alma das
enfermidades e fraquezas, para que o diamante do espírito reflita o “Sol
Infinito”. Estas são as funções do Hatha-Yóga, entendido como um sistema de técnicas psicossomáticas
que servem de instrumento para transformar o corpo físico num “Corpo
Divino”.
HATHA-YÓGA – Na trilha do equilíbrio Psíquico-Orgânico – o Induísmo
ensina que o corpo e o espírito não são mais que aspectos diferentes de
uma mesma unidade essencial, não sendo vaidade o zelo pelo veículo físico,
já que o corpo requer, também ele, todos os cuidados e reverências.
Significado do Hatha-Yóga – A palavra, em sânscrito, tem o
significado literal de “domínio, poder , esforço”, presumindo que é
necessário um esforço psicofísico extraordinário para se atingir seus
objetivos. De acordo com os Upanishad, antigo livro de filosofia Indú,
Hatha é também dotada de uma significação esotérica, em que relaciona as
sílabas Há (“Sol”) e Tha (“Lua”). Hatha-Yóga, então significa a união
desses dois princípios, símbolos dos dois pólos, pelo equilíbrio e
interação dos quais o universo se mantém. Estes dois pólos estão presentes
em todo o universo, desde a mais grandiosa galáxia á menor das bactérias.
Quem pode Praticar? – Não há restrições. Crianças, jovens, adultos e
pessoas acima de 60, 90, 120 anos, também, independentemente de sexo,
religião ou fatores sociais.Benefícios e mais Benefícios –
O Hatha-Yóga é o verdadeiro
caminho da saúde física, mental e emocional. Toda a sua rica gama de
exercícios ou posturas faz você despertar para uma nova vida. Faz
florescer seu entusiasmo, a sua juventude, sua flexibilidade, seu
equilíbrio hormonal. Dá elasticidade à sua pele, suavemente trabalha com a
correção postural, ajuda na digestão e na eliminação de gases. Mas, acima
de tudo , o Hatha-Yóga, respeita profundamente as condições do ser humano.
Resultados- A prática da Hatha-Yóga, logo
nos seus primeiros dias, já produz efeitos sensíveis, que se traduzem por
uma mudança de atitude e uma disposição mais ampla e mais equilibrada para
todas as coisas. Tais efeitos, entretanto, são apenas conseqüência da
liberação da agitação e da remoção da camada mais superficial de nossos
hábitos e atitudes que se foram cristalizando no decorrer do tempo.
O que é
necessário para a Prática
1.
Um local limpo e arejado;
2.
Utilize roupas leves e confortáveis;
3.
Não use nenhum tipo de jóia, adereços ou maquiagem,
evite perfumes;
4.
Mantenha-se em silêncio durante as práticas;
5.
Respiração é efetuada sempre e somente pelas
narinas;
6.
Busque praticar sempre no mesmo horário;
7.
Mantenha sempre a coluna suavemente ereta, sem
tensões, e a cabeça, erguida com suavidade;
8.
Abstenha-se de alimentos sólidos duas horas antes e
de alimentos líquidos na primeira hora anterior às práticas;
9.
Sua alimentação deve ser equilibrada, evitando-se
excessos. Coma vegetais, cereais, legumes, frutas, mel, sal marinho, e
tome sucos naturais e água a vontade;
10.
Fora a prática em sala de aula, na medida do
possível, dedique de 15 a 30 minutos diários à prática;
11.
Harmonize-se com tudo o que o cerca. Cultive sempre
uma atitude positiva.
Um
pouco mais de conhecimento – Existem oito graus de aproximação – oito
passos – que levam à realização da união pela Raja-Yóga:
I.
YAMA – Refreamentos – Não Violência, Verdade, Não
Roubar, Continência ou Controle de seus impulsos, Não Possessividade.
II.
NIAMA – Observâncias – Purificação, Contentamento,
Esforço sobre si mesmo, Estudo, Consagração ou Reverência.
III.
ASANA – Posturas
IV.
PRANAYAMA – Disciplina da Respiração
V.
PRATYAHARA – Retraimento dos Sentidos – Emancipação
da mente e domínio dos sentidos e dos objetos exteriores. Expansão da
consciência.
VI.
DHARANA – Fixação da Atenção – Concentração em só
ponto.
VII.
DHYANA – Continuidade da Concentração – Meditação,
deter as turbulências da mente com consciência.
VIII.SAMADHI – Êxtase – Iluminação. Estado de
supraconsciência alcançado através da meditação profunda, total controle
da mente, união com o todo. Estado de compreensão suprema.
“Que todos tenham paz;
Que todos sejam felizes;
Que todos tenham saúde e que todos sejam felizes!!”
Namastê
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