|
Incensos
Página Inicial
|
Outrora os incensos eram ferramentas exclusivas dos seres iniciados. Permaneceram ainda um bom tempo compondo altares e templos, incrporados à cerimônias espiritualistas e religiosas. A partir dos anos sessenta seu uso popularizou-se no ocidente. Hoje, seus adeptos substituíram o rigor cerimonioso pelo simples prazer de poder harmonizar suas casas, locais de trabalho e a si mesmos.
Os incensos reúnem em si a magia dos quatro elementos da natureza. A interação destes elementos geram harmonia e bem estar, conectando-nos com o plano sutil. Através do ritual do fogo, o incenso ativa o processo de purificação e queima de toxinas, humanas e ambientais. O elemento terra está representado pela madeira, na forma de gravetos, carvão ou turíbulos, transformando a matéria prima que retém as substâncias vitais de todos os seres vegetais.
O elemento ar faz a ligação com o plano sutil através dos aromas exalados, tal qual a palavra ou o som, o elemento ar se propaga atingindo diretamente o campo vibracional de todo o ambiente. Quanto ao elemento água, ele se faz presente nas resinas naturais e nos óleos essenciais, na seiva e em todos os demais líquidos.
A fusão destes quatro elementos formam uma cadeia que representa a vida em todos os seus estágios: terra (germinação e estruturação da forma física), água (condensação das resinas e nutrição), fogo (purificação e transformação) e o ar (aromatização, conecção e integração com o plano sutil, o etéreo).
A queima de incensos remonta à antigüidade. Trata-se de uma prática ritualística presente em todas as culturas do planeta. O incenso é um vocábulo de origem latina que significa atear fogo, a raiz da palavra provém do verbo incendere. Desde os primórdios de sua existência o homem utilizou incensos em suas práticas ritualísticas, seja em caráter religioso ou pagão.
A queima de resinas odoríficas, num primeiro momento, deu-se espontaneamente. Desde a descoberta do fogo, o homem desenvolveu o hábito de consagrar este elemento, oferecendo ervas aos espíritos do fogo, responsáveis pelos processos de purificação.
A diversidade da flora do planeta permitiu que cada povo cultivasse suas próprias essências, atribuindo a elas significados, assim sendo, cada erva cumpre uma função específica e, na maioria das vezes, vai muito além da simples aromatização. No conjunto, elas interagem alterando os estados de consciência, permitindo ao homem reverenciar a natureza harmonizando a si mesmo. O hábito de utilizar incensos está definitivamente incorporado ao cotidiano dos brasileiros, segundo pesquisa do Data Folha, somos um dos maiores importadores de incensos do mundo, a propósito, somos os maiores consumidores do gênero da América Latina.
Os incensos funcionam como catalizadores de energia, dissipando egrégoras negativas. Nos rituais de invocação eles servem de elo espiritual . Segundo o psicólogo junguiano José Antonio de Souza, praticante de rituais xamânicos, os incensos limpam, harmonizam e estabelecem conecções com o plano sutil".
É fundamental que cada pessoa experimente diretamente os efeitos que cada incenso. Nosso olfato dificilmente nos engana. Não obstante os propósitos terapêuticos assinalados por cada aroma ou erva, permita-se guiar por seu próprio sentido olfativo. Nosso corpo é inteligente, neste sentido, ele próprio lhe dará as dicas sobre quais essências ou fragrâncias melhor lhe convém. Conheça algumas das propriedades terapeuticas e curativas dos incensos.
|
Absinto: Estimulador da criatividade Aloe Vera: Promove a cura Alecrim: Protege o ambiente Alfazema: Calmante Almíscar: Afrodisíaco Benjoin: purificador de ambientes Camomila: Calmante e sedativo Canela: Antidepressivo Capim-limão: Estimulante Cravo: Conduz a prosperidade Eucalipto: Aumenta a concentração Lavanda: Promove a serenidade Maçã-Verde: Beneficia a saúde Musgo de carvalho: Auxilia na cura Mirra: Utilizado para orações e preces Noz moscada; Traz segurança emocional Ópium: Sensualidade e erotismo Patchouli: Favorece a meditação |